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Projetos mais sustentáveis
A interação entre arquitetura e meio ambiente... arquitetura e relações sociais, econômicas, políticas e culturais na busca de processos, modos de produção e construções mais sustentáveis.

Atualmente, as discussões sobre os conceitos, princípios, estratégias e experiências sobre edificações e ambientes construídos mais sustentáveis enfatizam a interação entre as dimensões política, ambiental, social, econômica e cultural levando-se em consideração as escalas temporais e geográficas.
As dimensões política e social ressaltam a participação da sociedade nas tomadas de decisão, adotando-se mecanismos que possibilitem uma maior democratização dos processos e das relações sociais. A dimensão ambiental aborda a garantia do ecossistema, respeitando-se sua capacidade de renovação e prevenindo as várias formas de poluição. A dimensão econômica ressalta a equidade de distribuição de riquezas e renda, reduzindo-se as diferenças sociais. E, para a dimensão cultural, prevê-se a garantia da preservação de patrimônios históricos, urbanísticos, paisagísticos e ambientais, respeitando a diversidade das culturas dos povos em suas formas de expressão e representação.
Nota-se, que as dimensões apresentadas acima não são independentes umas das outras, e nem separadas em relação ao local e ao seu tempo. Portanto, para projetos mais sustentáveis, deve-se garantir uma inter-relação entre essas dimensões, levando-se em consideração a comparação com o desejável no futuro e a realidade do presente, sempre respeitando o local onde se está inserido.
O termo sustentabilidade surgiu a partir da necessidade do homem em possuir um eixo condutor de projetos, programas, instrumentos, políticas para o setor público e privado, formulando bases para a resolução de seus problemas e para tomada de decisões.
A Agenda 21 ressalta que a aplicação do conceito de sustentabilidade deve ocorrer no processo de gestão, levando-se em consideração as dificuldades e particularidades que a realidade apresenta. Os princípios da sustentabilidade devem ser aplicados a todas as ações humanas, evitando problemas como: desperdícios de materiais, degradação ambiental, perda de patrimônios naturais, formação de áreas degradadas, exclusões sociais, desempregos.
Desta forma, estamos adotando como princípios norteadores de projetos mais sustentáveis que todos os participantes são projetistas (mediação de saberes), que deve existir uma compreensão coletiva das informações e que a decisão seja coletiva, que os projetos respeitem e sejam integrados ao meio ambiente no qual estão inseridos, que busquem um equilíbrio de interesses entre os benefícios das pessoas e a preservação dos ecossistemas, que integre as necessidades sociais, ecológicas, culturais, políticas e sociais, respeitando os limites naturais e que sejam economicamente viáveis. É dentro deste contexto que a Ipê-Amarelo Arquitetura e Engenharia busca constantemente nortear e aprimorar seus projetos e práticas.

* Referências bibliográficas: ACSERALD, H. Sustentabilidade e desenvolvimento: modelos, processo e relações. Série Cadernos de Debate Brasil Sustentável e Democrático, Rio de Janeiro, n. 5, 1999;
CIB - Agenda 21 para a construção sustentável / trd. de I. Gonçalves, T. Whitaker; ed. de G. Weinstok, D.M. Weinstok. São Paulo: s.n., 2000. Tradução de: Agenda 21 on sustentable construction;
SILVA, S. M. Indicadores de sustentabilidade urbana: as perspectivas e as limitações da operacionalização de um referencial sustentável. São Carlos: UFSCar, 2000. Dissertação (Mestrado);
SILVA, F. M. G. Construções de moradias mais sustentáveis utilizando adobe e bloco cerâmico. Caso: Assentamento Rural Pirituba II – Itapeva/SP. São Carlos: USP, 2007.

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